E | QUINTO PASSO
Quinto Passo – Elaboração do Plano (Horizonte 10 anos)
A quarta tarefa da Equipe de Articulação é elaborar, com base no Diagnóstico mencionado no passo anterior, o Plano Participativo e estabelecer as Metas a serem atingidas ao longo do tempo. Cada localidade escolherá o(s) seu(s) eixos prioritários de desenvolvimento e projetará as ações a serem desenvolvidas, dentro do horizonte temporal considerado (2017), para atingir suas metas. Novamente aqui todo o produto final desse trabalho será submetido à Rede de Desenvolvimento Comunitário.
O Plano deverá ser elaborado pela Equipe de Articulação ampliada (de preferência pelos mesmos participantes do Seminário Visão de Futuro e da Pesquisa Diagnóstico dos Ativos e das Necessidades).
O Plano Participativo é elaborado na forma de um mapa do caminho para o futuro onde os marcos de referência são as realizações para superação dos obstáculos e para o aproveitamento das oportunidades, baseadas, fundamentalmente, na utilização dos próprios ativos (na capacidade interna de investir nesses ativos e na capacidade de atrair investimentos externos).
Na elaboração do Plano Participativo haverá a escolha da vocação (ou das vocações) da localidade. Uma vocação, como vimos no passo anterior, não brota objetivamente da análise da realidade, isto é, não pode ser revelada tecnicamente, a partir do Diagnóstico. Ela é fruto de escolhas subjetivas, quer dizer, de opções conscientes dos sujeitos por um determinado caminho.
Na verdade, a confirmação da vocação só deve ser feita depois do diagnóstico, no momento em que a comunidade estiver discutindo o Plano Participativo. Este Plano deve ser orientado pela vocação. Sem esse eixo orientador, ele não será um verdadeiro Plano, e sim um arquivo ou uma lista de projetos.
Vocações não são atividades possíveis, porém eixos em torno dos quais várias atividades econômicas, sociais, culturais, etc. podem se articular e se fortalecer mutuamente, aumentando as vantagens comparativas da localidade (ou melhor, suas características distintivas) e impulsionando o seu desenvolvimento.
Uma localidade pode elencar – e é desejável que o faça – vários projetos que gostaria de realizar. Mas o resultado da soma desses projetos não será um Plano Participativo, e sim uma listagem, em geral desconexa, de ações que até podem contribuir para o desenvolvimento da localidade, mas que não produzirão as sinergias necessárias para desencadear um processo integrado.
Um plano de trabalho para a elaboração do Plano Participativo deverá ser elaborado pela Equipe de Articulação em cada localidade, seguindo um roteiro de questões já formatado. Esse plano de trabalho deve compreender também a definição de metas a serem perseguidas pela localidade.
MATRIZ PLANO
Localidade: ___
Data: _____ / ________ / _______
Eixo(s) Prioritário(s) de Desenvolvimento:
________________
________________
________________
AÇÃO => METAS
1.
2.
3.
4.
5.
n.
VALIDAÇÃO DO PLANO NA REDE
Os participantes da elaboração do Plano terão a tarefa de procurar – de preferência pessoalmente – os conectados à Rede do Desenvolvimento Comunitário, levando um formulário com os seguintes elementos:
Resumo do Plano: eixo(s) prioritário(s) de desenvolvimento e matriz com ações e metas.
1 – Você concorda com esse Plano de Desenvolvimento para sua localidade?
____ SIM
____ NÃO
2 – O que você gostaria de acrescentar (novos eixos de desenvolvimento, novas ações)?
O resultado dessas consultas devem ser tabulados e sistematizados. A Equipe de Articulação fará então uma reunião para consolidar o Plano validado pela rede.
QUESTÕES PARA DISCUSSÃO
31 – O que é o Plano Participativo de Desenvolvimento Local?
a) Um conjunto de projetos elaborados pelas lideranças da localidade durante o processo de desenvolvimento local.
b) Uma estratégia, elaborada coletivamente, para dinamizar as potencialidades latentes, enfrentar os problemas e aproveitar as oportunidades de desenvolvimento da localidade.
c) O mapa do caminho para o futuro desejado por uma rede social local.
d) Todas as alternativas anteriores.
e) Nenhuma das alternativas anteriores.
32 – Como descobrir uma vocação – capaz de constituir um eixo de desenvolvimento de uma localidade – a partir do Diagnóstico?
a) Analisando as potencialidades, sobretudo econômicas, da localidade e os obstáculos (carecimentos, problemas) que se interpõem à dinamização de tais potencialidades.
b) Escolhendo as vocações compatíveis com o Diagnóstico e submetendo democraticamente tais alternativas à votação da população.
c) Vocação é sempre matéria de escolha. Não se pode deduzir vocações da análise da realidade objetiva (embora se possa descartar alternativas impossíveis).
d) Não se pode, pois, em nenhuma hipótese, condições objetivas são capazes de determinar vocações. Por exemplo, duas localidades que apresentam condições ambientais e físico-territoriais semelhantes podem sempre tomar caminhos diferentes de desenvolvimento. Porque seus habitantes podem sempre fazer escolhas diferentes, porque podem sempre valorizar diferentemente os seus recursos. Além disso, tal escolha nunca é apenas racional. Depende, entre tantas outras coisas, dos sonhos das pessoas, dos interesses dos agentes políticos e econômicos, das capacidades, habilidades e competências da sua população e da configuração e da dinâmica da sua rede social.
e) Nenhuma das anteriores.